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Movimento apaeano em Natal


Em Natal, a APAE foi criada através do Clube de Pais e Mestres da Clínica Pedagógica Professor Heitor Carrilho, e fundada em caráter provisório no dia 31 de outubro de 1959, sem responsabilidade jurídica, sendo agregada à Sociedade Professor Heitor Carrilho, que desenvolvia um trabalho com crianças excepcionais. Teve como sócios fundadores, 28 pessoas no total, destacando-se entre outros, o Dr. Severino Lopes, médico e presidente da Clínica, o Sr. Militão Chaves, comerciante e pai de um portador de deficiência e o Dr. Boanerges Januário, Advogado.
No ano de 1962, as APAEs do Rio de Janeiro e São Paulo reuniram-se para debater o contínuo crescimento do Movimento Apaeano no Brasil, já com a necessidade de criar uma coordenação maior. Surge porém, em 10 de novembro do mesmo ano, a Federação Nacional de APAEs, em São Paulo. Hoje, a sede desta Federação está na capital do País, Brasília.
Com a criação da Federação Nacional, tornou-se indispensável a organização da APAE - Natal em moldes necessários ao seu conhecimento legal. E no dia 04 de setembro de 1964, seu Estatuto foi aprovado e publicado no Diário Oficial do Estado, sendo sua Ata de Fundação, lavrada no dia 06 de setembro do mesmo ano, na casa da Sra. Ione de Paiva, integrante do grupo de voluntários da Clínica, uma vez que a APAE/Natal ainda não tinha sede própria. Posteriormente, foi reconhecida de Utilidade Pública pela Lei Estadual n.º 4086, cuja publicação no Diário Oficial se deu no dia 03 de setembro de 1972, e também reconhecida de Utilidade Pública Federal através do Decreto n.º 97476 de 25 de janeiro de 1989.
O primeiro presidente da APAE - Natal foi o Dr. Boanerges S. de Araújo a convite do Dr. Severino Lopes, Presidente da Clínica, sendo Vice-Presidente o Sr. João Perceval de Farias e o Primeiro Secretário, o Sr. Arthur Moreira Dias. Na eleição da primeira diretoria oficial da Instituição, realizada no dia 08 de novembro de 1964, o Dr. Boanerges Januário foi reeleito para um mandato de mais de 01 ano.
As reuniões dos associados eram esporáticas e realizadas em lugares diversos como na Casa de Saúde Natal, no edifício do SESC e realizadas em casas dos membros da Associação, principalmente na casa do Sr. Militão Chaves.
Nesses encontros discutia-se principalmente a falta de verbas para manter as atividades da entidade e possíveis formas de sanar os problemas que iam surgindo.
Tanto a APAE/Natal quanto a Clínica, sobreviviam de doações e da promoção de eventos como desfiles, churrascos, bazares, exposições, festivais e sorteios, no intuito de angariar fundos para dar continuidade as atividades. No entanto as dificuldades eram muitas pois os recursos que conseguiam com bastante esforço, não eram o suficiente.
Deve-se salientar que a sociedade de modo geral, não tinha muito conhecimento desta causa dos excepcionais necessitando criar uma forma de divulgação de todo trabalho realizado junto às crianças portadoras de necessidades especiais. Surge então, a I Semana do Excepcional, realizada em Natal, no período de 05 a 12 de novembro de 1960, com a participação dos alunos da APAE - Natal e da Clínica.
As comemorações desta semana prolongam-se até os dias atuais, uma vez que ainda existe a necessidade de chamar atenção de toda a sociedade para a questão do portador de deficiência.
Como citado anteriormente, a APAE/Natal funcionava nas dependências da Clínica Heitor Carrilho que se localizava na esquina da Rua dos Potiguares com a Av. Amintas Barros, no bairro Dix-Sept Rosado. Porém, com relação à aquisição do terreno para a construção da sede própria da APAE/Natal e de acordo como os livros de atas, o terreno, localizado na Rua Potiguares, em frente à Clínica, foi adquirido e doado pela Firma R. Chaves e Cia., de propriedade do Sr. Militão Chaves, que era uma personalidade atuante em prol dos excepcionais e da própria Instituição, exercendo diversos cargos, inclusive o de presidente.
Já a construção do prédio foi sendo executado aos poucos, dependentes das doações conseguidas junto as empresas da cidade, bem como dos recursos disponíveis e arrecadados dos eventos promovidos pela Entidade.
Até meados de 1980, a APAE/Natal, passou por várias crises financeiras, não podendo cumprir com suas obrigações, deixando de pagar aos professores e não conseguindo fazer a manutenção da sede, que já possuía várias infiltrações.
Em 1981, o então Presidente da Instituição, José Elísio Bezerra Cavalcante, em comum acordo com os demais membros da Associação, elegeram a Primeira Dama do Estado, Sra. Vilma Maia, a Presidente da APAE/Natal.
Os dados que tinham naquela época é que em Natal havia cerca de 3% de excepcionais, o que representava aproximadamente 13 mil pessoas, e que a maioria não tinha o tratamento adequado.
Segundo Vilma Maia, a ONU (Organização das Nações Unidas), interessou-se por campanhas pró-deficientes, implantando o Ano Internacional do Excepcional, a ser comemorado em 1982.
Após engajamento da Primeira Dama do Estado, que também era a Presidente da Comissão Estadual do Ano Internacional do Excepcional, na causa dos portadores de deficiências, a Entidade começou a caminhar. Primeiro houve desligamento total com as atividades da Clínica Heitor Carrilho, depois foram sendo conseguidos convênios como o Município, Estado e Governo Federal, bem como contando cada vez mais com apoio de empresas locais para realização de eventos.
No dia 24 de agosto de 1982, foi eleita a Presidente da APAE/Natal, a professora Vilma Maia, devendo exercer o cargo no período de 1982 a 1984. No entanto, ela não cumpriu todo o mandato devido as diversas atividades que exercia na posição de Primeira Dama.
Nessa época, assume a Presidência a Vice-Presidente a professora Tásia Maria Lemos Ferreira, onde em 1984 foi eleita Presidente. Em sua gestão promoveu a Campanha de Sócios visando fortalecer o Movimento. Também se ressaltava que a mesma foi Vice-Presidente regional da Federação Nacional das APAEs.
Em 1986 ocorreu abertura de convênios com a Legião Brasileira de Assistência (LBA), com as Secretarias de Educação do Estado e do Município, Secretaria do Trabalho e Bem Estar Social.
Houve também no ano de 1986 a apresentação da chapa e eleição para Presidente a Assistente Social Sr.ª Mirna Maria Abraão Sobral, onde neste mesmo ano aconteceu a celebração de convênio DEMEC/CENESP/MEC.
No início do ano de 1988, oficializa o regime de semi-internamento na APAE/Natal, esta experiência não teve continuidade por motivo de ordem financeira e estrutural. No mesmo ano foi assinado o registro da APAE no Conselho Nacional do Serviço Social (CNAS) como também o certificado de filantropia.
Pela segunda vez reeleita, assume a Sr.ª Mirna Maria Abraão Sobral no período de 1988 a 1990.
Em 1990, aconteceu eleição onde foi eleito Dr. Murilo Celeste Barros no período de 1990 a 1992.
Nesta gestão foi criada a padaria Apaeana em 10/04/92, funcionando como Oficina Pedagógica para atendimento e preparação de mão de obra qualificada, recurso oriundo do Projeto CBIA – Centro Brasileiro para a Infância e Adolescência.
Reeleito no período de 1992 a 1994 para presidente da Instituição Dr. Murilo Celeste Barros.
Neste período aconteceu a extinção da Oficina Pedagógica em decorrência da situação de mudança de moeda no país, acarretando entraves de ordem financeira para manutenção do trabalho, e neste interino foi reeleito o novo Estatuto da APAE/Natal.
Já no período de 1994 a 1996, houve eleição para Presidente onde assumiu a Presidência o Sr. Helson Benévolo Xavier Filho (Reeleito em 1996 a 1998). Em 1998 a 2000 foi eleita a Assistente Social Sr.ª Suely de Andrade Freire. Atualmente exerce o cargo de Presidente da APAE/Natal o Sr. Helson Benévolo Xavier Filho, com gestão compreendida entre o período de 2000 a 2002 com mais dois anos de reeleição. No ano de 2004 foi eleito presidente Sr. Murilo Barros.